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QUAL O FUTURO DA ÁREA DE VENDAS NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA?

Prezados,


Vamos aproveitar nosso networking e debatermos o seguinte assunto:

O que deve acontecer com a profissão de Propagandista nos próximos anos? Quais as mudanças e quais os impactos em nossas carreiras?

Qual sua opinião a respeito? 

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Respostas a este tópico

Boa noite João!
Acredito que cada vez mais, que quem tiver o maior leque de informações e recebê-las mais rápido vai sempre sair na frente, porém não vejo a propaganda sem a figura do propagandista, pois nada substitue o ser humano quando tratamos de relacionamento, tenho quase 20 anos trabalhando na indústria e já ouvi muita coisa sobre o fim da carreira com a chegada da TECNOLOGIA, mas cada vez mais me convenço que esta atividade terá longa vida.

Um abraço,

Carlos Henrique.
Bom dia!

Acho que dependemos muito do quanto a política e as leis forçam Indústria Farmacêutica, por exemplo a própria anvisa que por vezes determina ações questionáveis, exemplo disso é o projeto de se proibir a continuidade da nossa classe sem que o profissional seja formado em farmácia, como se isso fizesse grande diferença à informação médica científica. Mas concordo com o Carlos...pelo o que aprendi nos meus 16 anos de Indústria fica impraticável qualquer feedback da classe médica sem que haja o contato humano periódico e como em vários seguimentos observamos que a Tecnologia é também uma importante ferramenta que complementa nosso trabalho.

Richard Moretti
Falando de futuro, mas futuro mesmo, acredito que o que vai ocorrer é uma mudança do perfil e atuação do propagandista , que deve passar a ser cada vez mais relacionamento do que o modo atual de information delivery. Acredito que com a chegada de tecnologias e gadgets tipo Ipad, Iphone widgets, tvs difgitais interativas ( que ja estão desembarcando por aqui) , mesmo atuações da industria em redes especificas e nas quase sociais de internet, vão fazer com que o papel de levar a informação, explicar, muitas vezes ate de formar mesmo, ou de requisitar e distribuir amostras, etc... sejam mais eficiente nesses meios, até por que de certa forma, respeitando-se a originalidade do conteúdo , a própria informação produzida nao deixa de ser uma forma de "comodities". Um bom exemplo disso é o fato delas ja estarem chegando nos pacientes ou consumidore finais ( veja o número de sites e ações que tratam disso, ou o já famoso efeito chamado "dr google" ou "dr yahoo", onde o paciente se informa antes e depois da consulta sobre o problema dele).
Mas o propagandista tem um papel fundamental, que já existe hoje, que é o de relacionamento, o de e "persuadir" o medico no bom sentido. Isso deve se intensificar e mudar a rotina do propagandista e das empresas, principalmente em um cenário cada vez mais tecnologico e de banda larga amplamente distribuída.
É o propagandista mais com um papel de mkt de relacionamento e até utilizando as ferramentas de tecnologia nesse sentido para amplificar a intensidade de contatos e abranger regiões ou grupos maiores de medicos.
Isso significa que o sentido de se montar grade de prioridade de poucos produtos, roteiro fixo, levar material promocional impresso e de ele ter que decorar e muitas vezes repetir, ate bem artificialmente frente o médico tende a se reduzir, e ao mesmo tempo deve crescer o papel de facilitador, de levar e trazer questões mais especificas ou particulares. O papel é mais de atendimento doque propagandista classico. Provavelmente ele deve assumir uma postura mais firme no controle de distribuição de amostra e ate de resultado de prescrição, já que a tecnologia devera permitr isso, ainda mais quando a Anvisa passar a adotar um sitema on line, com o controle de quem prescreve para quem, em relação aos produtos prescrição e controlados, mesmo que pagos e retirados em farmacias físicas, reais.
Nesse cenário, ganha mais valor o propagandista de melhor nivel social e cultural, mais apto a construir e manter um bom network na sua região ou especialidade ( pediatras, cardio, etc...) Esses devem ter um salário mais atratativo,e serem mais disputados. Nesse cenário tende-se a mudar o destino de alocação de recursos hoje destinados a produção gráfica de material ( que sempre deve existir mas nao nessa escala) e o processos operacionais internos, além do número de propagandista.
Obviamente padrões de número de visita que o mercado possui hoje mudam e passa a valer mais alguma medida que avalie a credibilidade do profissional junto ao médico, a frequência e volume de contatos ( virtual + real) que ele consegue manter com esse médico.
Olá,
Concordo com nosso colega Carlos Henrique, a tecnologia não substituirá a presença humana nas vendas de novos produtos, apenas irá aprimorar o conhecimento, mas a visita pessoal ao novo cliente não será extinta.
Caro João!

Muito interessante esta discussão, pois assim como as opiniões abaixo, não acredito na extinção da figura do propagandista no processo de relacionamento da indústria farmacêutica com o seu mais precioso cliente, o médico, seja ele formador de opinião ou um prescritor que atue em atendimento a grandes massas de pacientes no serviço público bem como em consultórios ou clínicas populares pelo Brasil afora, tenho hoje 27 anos dedicados a esta gloriosa profissão, mais tenho uma grande preocupação e não é com a chegada de novas tecnologias ou exigências da agência reguladora do governo , meu grande temor é com a falta de união entre os profissionais que hoje atuam no segmento, sabemos que a renovação é inevitável em qualquer segmento da nossa vida e na nossa profissão não seria diferente, mais fico triste em saber que profissionais que atuam no mercado sequer sabem em que dia se comemora o DIA DO PROPAGANDISTA, 14 de JULHO, digo isto pois enviei um tópico no grupo propagandistas, aqui mesmo no Dikajob e apenas uma participante manifestou sua opinião a respeito, por fim em qualquer profissão existe um mínimo de união e coesão e o que vejo hoje é cada um tratando somente de si ou fechando- se em grupos ou tribos, produzindo pequenas células separadas por, crenças, parceiros de faculdades, torcidas de futebol ou amigos de baladas, isso sim poderá um dia dar um rumo diferente em nossa profissão, pois quando houver a necessidade de que todos se unam em prol de uma causa que venha abalar a nossa estrutura profissional, bastando ao governo acenar com alguma mudança desfavorável a nossa classe, surgirão muitos oportunistas se dizendo líderes em defesa do grupo. Mais aí o que veremos é um grande grupo de profissionais perdidos e procurando novos rumos e claro sem os benefícios incomparáveis que a indústria farmacêutica oferece a todos nós. Mais vamos ficar tranquilos tudo isto não passa de mais uma opinião de um entusiasta e porque não um romântico que passou por uma época rica em verdadeiras amizades no meio profissional.

Um forte abraço e vamos ver o que o futuro nos reserva !!!

João Batista
Queria colocar mais molho nesta comida. Alguém tem informações do tipo de trabalho realizado fora do Brasil?
Tem de tudo. ha vários modelos, depende do tamanho do pais, do custo de manutenção de uma equipe, da dificuldade ou facilidade de se relacionar com os médicos, da rigidez dos órgãos regulatórios sobre a atividade, venda de medicamentos, promoção e ate restrições de acesso e "patrocinios" aos médicos, do habito dos próprios médicos em pesquisarem e correrem atras da informações, de quanto solicitam de profundidade de conhecimento quando encontram um propagandista, .... No entanto há a profissão e há visitas em formatos mais ou menos semelhantes, ou de intensidade diferentes no que toca a visita pessoal, obviamente dependendo do nível da integração da tecnologia e do habito de pesquisa do medico. Também depende se as empresas disponibilizam ou não o acesso fácil de especialistas e informações. Em geral as equipes são bem menores do que eram antigamente, e dependendo do lugar há misto de vendas com propaganda (muitas vezes mais vendas do que propaganda) , e alguma coisa de relacionamento. Ha também empresas que não tem mais equipe exclusiva de propaganda, algumas que não possuem equipe alguma, e outras que possuem totalmente ou parcialmente terceirizadas. Nesse ponto depende muito do custo x beneficio. Em alguns países,o custo e imposto, x sistemas de compras das distribuidoras e sistemas de serviços médicos a poulacão faz com que seja quase que proibitivo a manutenção de grandes equipes especializadas dentro da própria empresa, Dai a busca de novos modelos, formatos e funções. Mas, independente da estrutura, sempre esse tipo de atividade e reconhecido como fundamental na geração de receitas, ate por isso não deve morrer tão cedo, no máximo mudar e se adaptar.

João Antonio Mengaldo disse:
Queria colocar mais molho nesta comida. Alguém tem informações do tipo de trabalho realizado fora do Brasil?
so provocando......

vejam o link : http://www.youtube.com/watch?v=ob_7N2EMLV4&feature=player_embedded
e também esse http://www.youtube.com/watch?v=gew68Qj5kxw&feature=player_embedded


imagine que na realidade esse material distribuido on line para Ipad fosse de uma farma, onde o médico com seu password, abre por especialidade, ou patologias , ou marcas de remédios etc..., tenha la a literatura mais avançada ou estudo clinicos , videos de palestras ou apresentações de eventos. Que ele tenha uma seção com uma animação tridimencional de um corpo humano, com cor , movimento e ate se for o caso ate som, que ele possa usar e mostrar para o seu paciente como se manifesta ou evolui uma determinda patologia, e nela mesma como age a ação de determinado medicamento ou tratamento, e o que ele espera que aconteça...
nesse mesmo lugar um email e / ou chat que ele possa contactar ou o seu prepresentante, ou ate em certos casos um outro medico especialista dentro da industria da farma, para tirar duvidas especificas. Alias que ele possa telefonar , ver e falar com seru representante/ contato na hora que precisar. Que ele tenha ali um formulário que ele possa pedir o envio de amostra para um determinado endereço de seu paciente. que ele receba os exames dos laboratrios credenciados do plano de saude sendo estes alocados no file de seus pacientes.

Que todo esse material seja atualizado constantemente, alias diariamente, pela internet.
Tudo isso dentro de um Ipad, um produoto do tamanho de um livro, leve, que serve para ele acessar a internet e que ele carrega facilmente em uma pasta , ou na própia mão, etc.. já que é leve. etc.. que com a execução do plano de banda larga e internet free do governo seja acessado em qq lugar do país.

Sem pensar no custo atual, já que por falta de escala é alto, mas no futuro ,...O que muda??
Olá a todos.

O que dizer da propaganda médica, mas se pararmos para pensar o que será de tantas atividades que o relacionamento pessoal faz a diferença. Hoje os meios de interatividade com médicos, clientes, parceiros vem sofrendo ou ganhando com a entrada dos meios digitais.

Disse sofrendo? Para alguns profissionais isso é um verdadeiro sofrimento, pois remete a perda do emprego, perda do espaço que ocupa para algo que não vê, mas sente seu impacto.

Dizer que podemos conviver sem que ela, essa tal tecnologia tão assustadora exista, pois isso é impossível nos dias de hoje onde cada vez mais somos tão dependentes de nossos computadores, celulares com mais funcionalidades, internet cada vez mais rápida e por ai podemos citar uma porção de tantas outras coisas que podem nos ajudar no dia a dia.

Como sempre me dizem “Tudo seu preço nessa vida” e no fundo é verdade!!!

Porque seu preço? Acho que pensamos que somos insubstituíveis e nenhuma pessoa ou máquina não possa fazer o que fazemos. É onde nos enganamos.

E creio que na Propaganda Médica não será diferente, pois creio muito numa readequação do mercado e acho que algumas posições possam ser impactadas com isso, mas como em qualquer ramo de atividade os melhores sobrevivem. E nesse processo acabam utilizando os meios digitais a seu favor para obter melhores resultados.

A Visitação Médica não acaba, pois o Homem a Homem sintetiza o que os números nos remetem com frieza, o Homem nos trás a empatia do olhar, o Homem a Homem nos trás respostas que os números por mais exatos que sejam não nos mostra.

Sempre os melhores ou os mais preparados estarão no jogo moderno.

Abraços,

Julio Novaes.
Grande Julio!!!

Concordo totalmente com você!!!

O principal motivo da provocação era exatamente esse: Para mim, a visitação médica não acaba, se transforma.

Quem percebe isso agora, estará mais preparado para o futuro. A empresa que entende a sutileza dessa transformação sai na frente, ganha escala e mercado.

Apenas como curiosidade, algo parecido com este modelo já esta em desenvolvimento no exterior, para ser testado lá. Aqui, em larga escala, demora, por vários motivos.

Nestes casos de mudança , por causa da tecnologia , no geral , em maior a delas sempre ocorre mesmo dentro da empresa. Isso aparece na forma de se planejar, na forma de "pensar" propaganda médica e principalmente nas escolhas de alocação de custos e ganhos de escala econômica. Mas ai já é outra conversa, até porque não ha receita de bolo.

O mais interessante é que a melhor maneira de lidar com esse tipo de revolução tecnológica é não lutar contra, mas sim entende-la como uma oportunidade, antecipando-a SE isso trouxer uma efetiva vantagem econômica ou de posicionamento.

Também não ha o que se temer quanto ao emprego, pois esse também muda, novas formas e opções surgem a cada momento.

O que morre é o velho jeito de se fazer uma determinada coisa. Mesmo dentro da propaganda médica isso já ocorreu varias vezes. A experiência do homem sobrevive sempre, e agrega valor real a nova forma de atuar.

Pegando carona no seu último parágrafo, completaria dizendo que a evolução tecnológica advém da própria percepção e inteligência do homem, por isso, ele sempre está um passo a frente, desde que queira estar.

O homem que se deixa substituir, o faz não por causa de um novo aparelho ou tecnologia, nem pela idade, ma sim pela falta da percepção do entorno, da falta de vontade de se adaptar e de se atualizar a nova realidade, no momento correto.

Afinal, empresa e trabalho são organismos vivos , e como a própria vida, são perecíveis ou passíveis de transformação. Algumas coisas duram mais outras menos. Até o mais brilhante dos diamantes perde parte do seu brilho se não for bem cuidado, polido ou limpo.

Abs,
Caro João, boa discussão essa proposta. Na minha opinião dependerá muito das regulamentações que ainda virão, considerando que os pacientes estão cada vez mais presentes nas decisões, a falta de produtos diferenciados, os genéricos com produtos de marca chegando a todo dia, fazem eu me convencer cada vez mais, que o grande diferencial, ontem, hoje e amanhã será o ser humano.
Nada supera o diferencial do representante que o médico conhece e respeita. Aquele representante que quando chega ao consultório, o médico dá um tempo ao seu serviço, levanta do seu lugar e diz, seja bem vindo.
Analisando as informações que tenho lido, cada vez mais no futuro em um mundo mais genérico e sem diferenciação, praticamente sem nenhum blockbuster, os representantes deverão cada vez mais ter manejo das quatro grandes habilidades: negociar, relacionar, comunicar e persuadir.
Esses aspectos são de relevância, pois são habilidades e características comportamentais, mas para finalizar cito a pesquisa da "Resulta - Especialistas em Healthcare" que fala sobre o que demandará o trabalho do representante:
- Visão estratégica dos interesses da empresa e de seus próprios.
- Flexibilidade.
- Agilidade.
- Pró-atividade.
- Estabilidade emocional diante do médico.
Aí todos nós teremos que parar e pensar se realmente estamos preparados para isso.
Grato.
Ingressei na propaganda em 1983, e de lá para cá muita coisa mudou, na minha opinião para o futuro o rep vai necessitar estar cada vez mais preparado, para todas as funções possíveis dentro da industria. Acaba o Homem somente representante, teremos que cada vez mais gerenciarmos nossos territórios, analisando mensalmente mapas de demanda, relação de prescritores, e descobrindo oportunidades que vão surgindo quase que diariamente. O trabalho feijão com arroz está cada vez mais em desuso, sob a pena de ser ultrapassado rapidamente em resultados, os setores torna-se-ão cada vez mais instáveis.
Ferzola (Astrazeneca)

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