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por Anderson Silva

Você já viu um candidato sufocar durante a entrevista, se queimar com café ou fazer exigências impensáveis por excesso de confiança? Todo recrutador experiente conhece ao menos um caso de candidato com perfil inusitado ou que causa uma saia-justa durante a entrevista.

Comuns nos processos seletivos, essas situações exigem muito tato e jogo de cintura do profissional de RH. Se você é recrutador, continue lendo e descubra que não é o único a passar por constrangimentos em processos seletivos.

No final do ano passado, Luiz Paulo Tiago, presidente da consultoria Sr. Gentileza Educação Corporativa, enfrentou casos assim. Em um processo seletivo para uma vaga comercial, Tiago foi surpreendido com a exigência de um candidato praticamente contratado: a vaga deveria ficar “reservada” para ele até janeiro. “Indaguei o porquê e ele me disse que não gostaria de perder os presentes de Natal que costumava receber nessa época do ano”, relembra.

Atender o telefone durante a entrevista tampouco é uma atitude bem-vista por recrutadores. Tiago relata que presenciou uma candidata atender o celular fingindo estar doente. Do outro lado da linha, o chefe da jovem, para quem ela havia mentido a fim de justificar sua ausência. “Ela respondeu, com voz de doente em estado terminal, que achava estar com dengue e aguardava atendimento no hospital”, conta. “Após desligar o telefone, sorriu para mim e perguntou ‘Onde paramos?’”, diz.

Encontrar candidatos cujo currículo foi “enriquecido” com competências que eles, na verdade, não têm, também é corriqueiro nos processos seletivos. A falta de fluência em um idioma, por exemplo, embora comum, pode causar mal-estares para os quais o recrutador nem sempre está preparado.

Especializada em recrutamento de executivos, Viviane Gonzalez, diretora para o interior de São Paulo da Business Partners Consulting, diz que viveu uma situação fora do comum em um teste de fluência em inglês ao telefone. “Começamos a entrevista, mas estranhei o tom de voz do candidato”, comenta. Viviane, que já havia conversado com ele em outras ocasiões, desconfiou não se tratar da mesma pessoa. “No meio da conversa, comecei a fazer algumas perguntas sobre a vaga de que tínhamos falado anteriormente. Foi aí que o amigo do candidato se revelou”, diz a consultora.

A falta de conhecimentos em língua estrangeira causou constrangimento em outros candidatos avaliados por Viviane. “Na entrevista, como de praxe, comecei a conversar em inglês com uma candidata a executiva que disse no currículo ser fluente no idioma”, diz. Já na segunda frase, a surpresa. “Ela simulou que seu celular estava tocando, disse que surgiu um imprevisto e que precisava sair.” A candidata, que ligaria marcando um novo encontro, nunca mais apareceu.

Fabiane Cardoso, gerente nacional de recrutamento da consultoria Adecco, lembra-se de uma candidata à vaga de secretária-executiva bilíngue que, na entrevista, transparecia nervosismo. “Ela balançava a perna a ponto de tremer a mesa do consultor que a entrevistava e não conseguiu falar nada em inglês”, conta. A candidata havia adicionado ao currículo uma competência que não possuía

Aliado ou não a um currículo falso, o nervosismo é um inimigo poderoso que pode derrubar o mais competente dos candidatos e resultar em uma situação constrangedora. Claudia Tinoco, a vice-presidente da ABRH-RJ, recorda que, certa vez, um candidato muito nervoso pediu água para se acalmar, engasgou e ficou ainda mais nervoso. “Outro derrubou café na roupa e tivemos de interromper a entrevista, porque, além de se sujar, ele acabou se queimando”, diz.

Os especialistas ouvidos pelo Canal Rh concordam que determinados comportamentos podem ser frutos da insegurança e da tentativa de impressionar o selecionador. Segundo o consultor Luiz Paulo Tiago, algumas das situações descritas acima poderiam ser evitadas se o candidato falasse a verdade na hora do recrutamento. “Falar a verdade e conhecer seu próprio currículo é indispensável”, diz.

Fonte Canal RH

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Comentário de Viviane Halama em 10 janeiro 2020 às 10:23

Penso que devemos nos equilibrar e confiar em nossa expertise. Autoconhecimento em nossas habilidades, pois o  caminho da procura e da busca por uma nova oportunidade nunca foi fácil.. penso que hoje é preciso pensar fora da caixa .. E isso me faz refletir que é o mesmo caminho das vendas em campo.. Muitos Não!! vai se ouvir, mas isso já tenho!!.. o que eu procuro focar é no SIM.. e buscar me reinventar, ser criativa e motivada... mesmo diante de situações adversas..

Comentário de Fernando Rodrigues de Souza em 1 outubro 2013 às 16:45

Em uma entrevista para uma empresa da Ind. farmacêutica não vivi o constrangimento de derrubar o café, mas antes de entrar na sala que seria entrevistado a gerente de RH na ocasião me ofereceu um café na sala de espera. Não hesitei em aceitar. Depois fui chamado para a entrevista, acredito que mesmo sendo entrevistado por três pessoas, entre elas a gerente de RH não fiquei nervoso, não sei se pelo simples fato de aceitar o café antes da entrevista foi um ponto negativo. Enfim, não fui contratado, mas depois de toda entrevista ficamos nos perguntando porque será que não deu certo?., pois pelo fato de querer muito o emprego  nos cobramos depois. Prefiro acreditar na tese, de quando tem de ser seu ninguém tira.

Comentário de Luciana Conod de Souza em 1 outubro 2013 às 0:36
Eu tinha uma loja de calçados, fechei faz 5 meses, logo voltei a procurar emprego na industria farmacêutica, logo na primeira entrevista para atender farmácias, fiquei tão nervosa, que não parecia eu, nunca fiz isso em nenhuma entrevista, até porque eu contratava para a loja novos funcionários, tenho certeza que o nervosismo acontece, pelo fato de querer muito o trabalho, tem que relaxar e hora que for para ser meu, vou me sair muito bem!
Comentário de Alberto Dias Pereira junior em 29 setembro 2013 às 13:35
Muito bom
Comentário de EDSON PIMENTEL em 28 setembro 2013 às 22:06
Queridos, sou GERENTE DISTRITAL da Ind. farmacêutica e temos como praxe realizar alguns processos seletivos. Numa dessas entrevistas fui interrogado pelo entrevistado onde o mesmo queria saber se na função que ele exerceria (propagandista) ele teria que lidar com seu gerente diariamente; ao responder que esse contato aconteceria não diariamente, mas esporadicamente no mês, onde eles poderiam trabalhar juntos 3 dias durante o mês, o candidato deu um UHHUUUUU e acabou a frase: - assim que eu gosto, liberdade, vento na cara, fazer do meu jeito........
Lógico, foi descartado!!
Comentário de Claudia Salazar Salvati em 28 setembro 2013 às 18:11

Pois é, uma vez, ao relatar minhas dificuldades em conseguir um emprego por causa do tempo que fiquei parada e também da minha idade, chorei na entrevista compulsivamente. O entrevistador ficou muito constrangido e apesar de eu ter feito involuntariamente, pedi desculpas  e a entrevista seguiu. E embora tivesse todos os requisitos para o cargo., não fui contratada.

Gostei do artigo!

Comentário de ROBERTO CAMILLATO em 28 setembro 2013 às 17:06

É... Nada melhor que ser você mesmo, não mentir e não "enriquecer" o currículo. 

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