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Saúde adianta vacinação de militares e policiais

O Estado de S.Paulo 
Jornalista: Mateus Vargas

O Ministério da Saúde decidiu que vai antecipar a vacinação de militares e agentes de segurança que atuam no combate direto à covid-19, como policiais escalados para fiscalizar medidas de distanciamento social.

A decisão foi informada ontem a governadores, que vinham pressionando por uma orientação mais clara do governo federal sobre a imunização desses grupos.

Agora, a Saúde vai reservar doses já nesta semana exclusivamente para a vacinação de agentes envolvidos em atividades ligadas à pandemia: no atendimento ou transporte de pacientes; em resgate e atendimento pré-hospitalar; nas ações de vacinação para a covid19 e na fiscalização de medidas de distanciamento social.

Sobre o último grupo, o ministério ressalta que há “contato direto e constante com o público” e a vacinação será feita “independentemente da categoria”.

Segundo gestores da área de saúde, a nova orientação foi definida em reunião na terça-feira de representantes do ministério, Estados e municípios. Secretários locais afirmam que havia forte pressão para antecipar a imunização desses grupos e até mesmo receio de motim de agentes que atuam na linha de frente, especialmente na fiscalização do fechamento do comércio e de outras restrições.

Agentes de segurança já faziam parte da lista de prioridades da vacinação para a covid19, mas só seriam contemplados mais tarde, após a conclusão da imunização de pessoas acima de 60 anos ou com comorbidade, por exemplo.

Integrantes das Forças Armadas estavam ainda mais distantes, atrás de presos, população em situação de rua, trabalhadores da educação e outras categorias.

Segundo a Saúde, a próxima entrega de vacinas será direcionada a 92,9 mil pessoas do grupo de 65 a 69 anos e 58,23 mil agentes de segurança, salvamento e Forças Armadas. Em nota técnica, a Saúde diz que as doses excedentes, reservadas aos agentes de segurança, devem ser enviadas “para aqueles com 60 anos ou mais, com comorbidades ou deficiência permanente".

Benefício

A mudança na regra não beneficia de imediato todos os agentes de segurança ou militares. A nota afirma que trabalhadores que não estão envolvidos diretamente com as ações da pandemia só serão vacinados quando chegar a hora prevista no plano nacional.

Assim, ficam inicialmente fora dessa nova regra todos os profissionais que atuam no “apoio logístico” à vacinação; transporte de insumos para áreas com alto grau de contaminação; ações de vigilância de fronteiras, espaço aéreo, espaço marítimo e controle de tráfego aéreo e marítimo; apoio à ações de combate aos crimes transnacionais e ambientais, e “demais militares”.

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