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Divulgação - Lifestyle Business: Tempo NÃO é Dinheiro!

 

 

Qual é o real papel que o tempo tem em nossa vida?

 

por Fábio Torquato

 

“Tempo é dinheiro” é mais uma expressão daquelas que escutamos sem fazer uma reflexão e que, se pararmos para pensar, explica muito sobre como estamos vivendo. O termo cunhado por Benjamin Franklin no século 18 assume que para ganhar dinheiro, precisamos de tempo e por isso, quando não estamos trabalhando, estamos deixando de ganhar. Sem dúvidas, o raciocínio está correto. Agora te convido a refletir sobre uma outra ótica: quando o trabalho por si só consome a maior parte do seu tempo. 

É inegável que dinheiro é importante e traz conforto para nossa vida, mas simplesmente não posso concordar que tempo é dinheiro. É muito mais que isso. Recentemente tive uma mentoria com um empresário que já foi um dos homens mais ricos do mundo e ouvi que um dos arrependimentos da sua vida foi não estar perto do seu filho, vê-lo crescer. Quase todos nós já ouvimos ou vivemos situações como essa, de perder um momento ou data importante de alguém querido por estar ocupado trabalhando. No entanto, ouvir de alguém que conquistou bilhões de dólares, certamente é um alerta. 

Conheço muitas pessoas que se orgulham em dizer que são workaholics. Vivemos uma onda muito forte na internet que vende o “sonho da liberdade financeira”. Que você pode e deve ganhar muito dinheiro, trabalhar muito, ter muito foco e resiliência e por aí vai. O que não se fala é que poucos vão realmente conseguir atingir esse “sucesso”. E pouquíssimos vão conseguir fazer isso com qualidade de vida. A grande maioria vai um dia tirar os olhos da tela e, olhando no espelho, começar a enxergar rugas que não existiam e fios de cabelo brancos que já estão grandes. Isso se tiver a sorte de não ter algum problema de saúde físico ou mental mais grave.

Não estou de forma alguma menosprezando a importância do trabalho. A reflexão que trago é sobre o papel dele na nossa vida. Para mim, sucesso é a arte de equilibrar a balança de forma que a satisfação de viver uma vida plena (física, mental e espiritual) se sobreponha aos efeitos negativos dos meios utilizados para se conseguir isso. O trabalho tem que servir a esse propósito, mas se os efeitos colaterais forem maiores que os benefícios, é hora de repensar. Recentemente o Money Times noticiou que nos Estados Unidos, está acontecendo “uma onda de demissões de colaboradores qualificados, em busca de uma nova carreira, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. Traduzindo: uma espécie de fuga da já conhecida, e agora listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Síndrome de Burnout.”

Acredito que para crescer e evoluir, precisamos sair da zona de conforto. Nesse sentido, o desequilíbrio é importante. Mas aqui entra o perigo do longo prazo. Não vejo problema nenhum em se dedicar a um projeto profissional muitas horas por dia, passar um período de maior intensidade. O problema é quando se torna constante.

Vi um vídeo de um professor de psicologia que pergunta para os alunos qual o peso de um copo de água, e várias respostas são dadas. No final, ele diz que não importa qual o peso do copo, e sim o tempo que você permanecerá segurando esse copo. Ele pode ser leve, mas se você o segurar por muito tempo, certamente causará incômodo e dor. E a mensagem é: coloque o seu copo na mesa com frequência, não fique segurando por muito tempo. Excelente analogia para o trabalho.

Lifestyle Business é sobre aproveitar a jornada. É entender que o trabalho tem uma função específica de trazer conforto para sua vida. O tempo é nosso bem mais precioso e não podemos pensar nele apenas como dinheiro. Essa equação tem outras variáveis fundamentais e certamente mais importantes. Cuidado com as atividades profissionais que você odeia e é "obrigado" a fazer constantemente. Cuidado com a carga excessiva de trabalho que tem dedicado. Saiba que existem alternativas!

E como diz Nelson Freitas no seu texto “Banco da Vida”:

“Por isso, não desperdice seu tempo. Ele é o seu bem mais precioso. E é ele que você vai  compartilhar  com  as  pessoas  que  você  ama:  seus  filhos,  suas esposas, seus maridos, seus avós e a gente só se dá conta quando a gente perde... dizendo: "Ah! Mas eu tinha tanto  beijo  pra  dar.  Eu  tinha  tanto abraço..." A gente tem que viver o agora. Não adianta nós pensarmos que lá no futuro... (lá no futuro? e se não tiver futuro?). O ontem é história. O amanhã, um mistério. E o hoje é uma dádiva. Por isso que se chama presente: PRESENTE DE DEUS”

Tempo é vida! Você tem usado bem o seu?

 

 

Fábio Torquato é empreendedor nas áreas de eventos, viagens, consultorias e educação. Formado em Relações Internacionais e Economia.