Teacher_College_v3rev2_4.png?itok=GzPAdzHAimagem: hkust 

 

A Revolução da Inteligência Artificial na Educação: O Caso da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong

 

A educação está passando por uma transformação sem precedentes com a introdução de professores gerados por inteligência artificial (IA) na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (HKUST). Este avanço tecnológico promete revolucionar o modo como o ensino é conduzido, oferecendo uma experiência imersiva e personalizada para os alunos.

O projeto piloto liderado pelo professor Pan Hui é um exemplo notável dessa inovação. Utilizando capacetes de realidade virtual, os estudantes podem participar de aulas em ambientes virtuais extraordinários, como um pavilhão nas nuvens, onde conceitos complexos de teoria dos jogos são explicados por um Albert Einstein digital. Essa abordagem não apenas captura a imaginação dos alunos, mas também proporciona uma compreensão mais profunda dos tópicos abordados. Informou a Exame.

A capacidade de personalizar a aparência, voz e gestos dos professores IA permite uma adaptação às necessidades e preferências individuais dos estudantes, criando um ambiente de aprendizado mais envolvente e eficaz. Além disso, a IA oferece uma solução para a escassez de pessoal docente, um desafio enfrentado por muitas instituições educacionais ao redor do mundo.

No entanto, com a inovação vêm as preocupações. A disseminação de ferramentas como o ChatGPT levanta questões sobre a autenticidade, o plágio e a possibilidade de substituição dos professores humanos. É essencial que, enquanto exploramos as capacidades da IA, também consideremos as implicações éticas e trabalhemos para garantir que a tecnologia seja usada para complementar e enriquecer a experiência educacional, e não para substituir o valioso contato humano.

O curso "Redes Sociais para Criativos" é um exemplo de como a educação híbrida pode ser implementada com sucesso, combinando a interação humana com a tecnologia de IA. O professor Hui e os avatares digitais trabalham juntos para aliviar a carga de trabalho e melhorar a qualidade do ensino.

 

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imagem: hkust 

 

 

A estudante de doutorado Lerry Yang destaca como a mistura de realidades e a personalização dos professores digitais têm um impacto positivo em sua aprendizagem. Isso sugere que a integração da IA na educação pode não apenas melhorar a eficiência, mas também enriquecer a experiência de aprendizado dos alunos.

À medida que avançamos para uma nova era de educação, é crucial que continuemos a explorar e aprimorar o uso da IA no ensino. Com a devida consideração pelas implicações éticas e um compromisso com a melhoria contínua, a IA tem o potencial de transformar a educação para melhor, criando experiências de aprendizado mais dinâmicas, acessíveis e personalizadas para estudantes em todo o mundo.

Se um professor digital "me deixa mais receptiva mentalmente ou parece mais acessível e amigável, isso apaga a sensação de distância entre o professor e eu", afirma à AFP esta jovem que dedica seu doutorado ao metaverso.

Abordar o avanço da IA é um desafio comum para os professores. Alguns decidem limitar seu uso ou tentam identificar de forma confiável o plágio.

Embora inicialmente hesitantes, a maioria das universidades de Hong Kong autorizou seus estudantes a usá-la no ano passado, com condições variadas.

Em seu curso piloto, Hui experimenta com avatares de diferentes gêneros e origens étnicas ou com a aparência de figuras famosas do mundo acadêmico, como o economista John Nash ou o próprio Einstein.

"Até agora, o tipo de professores [gerados por IA] mais populares são mulheres jovens e bonitas", diz.

Os personagens de desenhos animados japoneses, com os quais também experimentaram, não são unanimidade, explica a estudante de doutorado Christie Pang, que colabora com Hui.

"Alguns alunos sentiam que não podiam confiar no que o avatar digital dizia", afirma.

Para Pan Hui, a confiabilidade dos professores gerados por IA pode superar a dos seres humanos reais no futuro. No entanto, ele considera preferível que ambos os tipos de professores convivam.

"Como professores universitários, nós vamos cuidar melhor dos nossos alunos no que diz respeito, por exemplo, à sua inteligência emocional, sua criatividade e seu pensamento crítico", explica.

Por enquanto, essa tecnologia está longe de representar uma séria ameaça para o pessoal acadêmico.

Os avatares não podem interagir com os alunos e, como todos os conteúdos criados pela IA, podem fornecer respostas falsas ou estranhas, o que alguns chamam de "alucinações".

Cecilia Chan, professora da Universidade de Hong Kong (KHU), pesquisou no ano passado mais de 400 estudantes: a maioria deles preferia tutores reais.

Os alunos "ainda preferem falar com uma pessoa real porque um professor de verdade pode compartilhar sua experiência, dar feedback e demonstrar empatia", afirma Chan, cujos trabalhos se concentram no uso da IA na educação.

"Você preferiria ouvir um 'bravo' de um computador?", pergunta a pesquisadora.

No entanto, os estudantes já estão recorrendo a ferramentas baseadas em IA em seu aprendizado, como "todo mundo faz", diz Chan.

Na Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, um dos alunos de Hui, Yang, confirma isso: "Não se pode ir contra o desenvolvimento dessa tecnologia".

 

Fonte: hkust

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Joni Mengaldo

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