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A decisão da Bayer que economizou quase R$ 2 milhões — e aumentou as vendas no Brasil

 

A farmacêutica alemã Bayer encontrou no Brasil um terreno fértil para expandir sua estratégia global de inovação em saúde e beleza. A decisão de transferir para o país 28 estudos clínicos de cosméticos não apenas reduziu custos em até 30 vezes, mas também posicionou o mercado brasileiro como protagonista em lançamentos internacionais. Informou a Exame.

O movimento, que já gerou uma economia estimada em quase R$ 2 milhões, foi impulsionado por fatores que vão além da questão financeira. A diversidade da pele brasileira, capaz de reunir todos os seis fototipos em uma mesma população, tornou-se um diferencial competitivo frente a países de perfil homogêneo, como Japão e Noruega.

Entre os exemplos de sucesso está o Bepantol Rosa Mosqueta, desenvolvido em apenas nove meses após a Bayer identificar, por meio de monitoramento de redes sociais, a popularidade da planta entre os brasileiros. O produto tornou-se símbolo da nova estratégia: transformar insights locais em soluções globais.

Atualmente, cerca de 980 voluntários participam dos estudos clínicos conduzidos em São Paulo e Campinas. Os resultados já sustentam lançamentos em mercados como Argentina, França e Espanha. A expectativa é que, nos próximos anos, cinco novos produtos incrementem as vendas em mais de R$ 9 milhões.

Segundo Augusto Vieira, líder médico de Consumer Health da Bayer para a América Latina, a nacionalização da ciência fortalece a relevância do país dentro da rede global da companhia:

“Quanto mais a gente tem ciência dentro do Brasil, melhor a gente faz produtos para os brasileiros.”

Apesar dos avanços, desafios persistem. A escassez de infraestrutura e de profissionais especializados em pesquisa clínica limita a escala das operações. Ainda assim, a Bayer aposta que a concentração de estudos no Brasil ajudará a aquecer a cadeia produtiva e formar novos talentos.

Com protocolos rigorosos, conduzidos por empresas terceirizadas (CROs), os estudos seguem padrões éticos internacionais. No Brasil, os voluntários não recebem remuneração, o que reforça o caráter genuíno da participação.

A estratégia da Bayer reflete uma tendência global: buscar eficiência operacional em meio a pressões regulatórias e custos crescentes. Ao transformar o Brasil em hub científico, a empresa não apenas reduz despesas, mas também amplia sua capacidade de inovação, exportando ciência e consolidando o país como peça-chave em sua engrenagem mundial.

 

Fonte: Exame

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