O biohacker e empresário norte-americano Bryan Johnson voltou a chamar atenção da comunidade científica e do público ao anunciar a criação de uma versão “bebê” de si mesmo em laboratório. Batizado de baby Bryan, o experimento teria como objetivo testar terapias, cultivar órgãos para transplante e fornecer células jovens para uso próprio.

Johnson, de 48 anos, é conhecido por seu projeto pessoal chamado Blueprint, no qual submete o corpo a protocolos extremos de combate ao envelhecimento. Em publicação feita na rede social X, na última terça-feira (21), o empresário afirmou: “Acabei de me clonar... como um recém-nascido”.

Apesar da declaração, especialistas apontam que o processo não se trata de clonagem, mas sim de técnicas envolvendo células-tronco. Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Independent, o “baby Bryan” existe apenas em uma placa de Petri, sem qualquer desenvolvimento que se assemelhe a um organismo humano completo.

A iniciativa reacende debates éticos e científicos sobre os limites da biotecnologia e da chamada biohacking. Enquanto alguns veem o experimento como uma possível revolução na medicina regenerativa, outros alertam para os riscos de manipulação genética sem regulamentação clara.

Johnson já havia se destacado anteriormente por investir milhões de dólares em terapias antienvelhecimento, incluindo transfusões de plasma e dietas rigorosas. Agora, com a criação de uma versão celular de si mesmo, ele busca avançar ainda mais em sua missão de prolongar a vida e desafiar os limites da biologia humana.

O caso levanta questões fundamentais: até onde a ciência pode ir em nome da longevidade? E quais barreiras éticas devem ser estabelecidas para evitar abusos?

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