Imagem de Andreas Breitling por Pixabay
O Brasil alcançou um marco histórico ao subir para a 12ª posição no ranking mundial de estudos clínicos com seres humanos, segundo levantamento da Interfarma. O salto é expressivo: entre 2020 e 2025, o país havia avançado apenas três posições, chegando ao 18º lugar. Já no primeiro trimestre de 2026, em apenas três meses, conquistou cinco posições, registrando 51 estudos e uma participação de 2,9% no total global. Informou o portal Medicina SA.
Esse avanço é atribuído, em grande parte, à regulamentação da Lei da Pesquisa Clínica com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024), consolidada pelo Decreto nº 12.651/2025. O novo marco regulatório trouxe previsibilidade, segurança jurídica e maior eficiência nos processos de aprovação, tornando o Brasil mais competitivo internacionalmente.
Fernando de Rezende Francisco, Diretor Executivo da ABRACRO, destaca que a atuação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS) e da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP) foi fundamental para esse avanço. “O principal fator por trás das mudanças que o setor vive hoje é a chegada do marco regulatório da pesquisa clínica com seres humanos e sua regulamentação”, afirma.
Além de fortalecer a ciência nacional, a pesquisa clínica traz benefícios diretos à sociedade: melhora da qualidade de vida dos pacientes, ampliação das opções de tratamento, redução das filas do SUS, geração de empregos e atração de investimentos estratégicos. Atualmente, mais de 40 mil brasileiros participam anualmente de ensaios clínicos, número que pode dobrar nos próximos anos.
O Ministério da Saúde tem investido de forma consistente no setor, reconhecendo seus impactos econômicos, sociais e de inovação. Empresas e instituições também desempenham papel crucial, acompanhando de perto as mudanças e garantindo que os avanços se traduzam em benefícios concretos para a população.
A expectativa é que o Brasil alcance o Top 10 mundial em breve. Com cientistas altamente qualificados, diversidade genética única e regras claras, o país se posiciona como referência global em pesquisa clínica. “O Brasil tem tudo para se tornar protagonista nesse cenário e mudar a vida de pacientes que encontram nos estudos clínicos uma esperança de melhorar sua saúde”, conclui Francisco.
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