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O setor farmacêutico brasileiro ganhou protagonismo no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pela crescente demanda pelas chamadas canetas emagrecedoras. O fenômeno, que já vinha chamando atenção em 2025, consolidou-se como um dos principais motores de valorização das ações de grandes companhias do setor, atraindo investidores e despertando análises divergentes entre bancos e casas de investimento.

 

Eurofarma: primeira semaglutida no mercado brasileiro, após o Ezempic

A Eurofarma através de parceria com a Novo Nordisk já colocou no mercado a Poviztra, basicamente o Ozempic com marca diferente. A semaglutida ganhou força por seu tratamento em diabetes tipo 2 e da obesidade.

 

EMS: Anvisa aprova Ozivy

A caneta da EMS é a base da semaglutida sintética, sendo assim a segunda versão nacional da semaglutida. O Ozivy foi aprovado como um "medicamento novo" pelo desenvolvimento abreviado, caminho usado para produtos com substâncias já conhecida, ainda tem que comprovar qualidade, segurança e eficácia junto a Anvisa. O medicamento novo tem o mesmo princípio do Ozempic, que perdeu a patente em março. A diferença é que o original usa a semaglutida biológica.

A forma de conservação, no entanto é diferente do Ozempic. O novo produto tem que ser conservado em geladeira, em temperatura de dois a oito graus celsius, antes e depois de começar o tratamento.*

A EMS já colocou no mercado as canetas: Lirux e o Olire que são genéricos da liraglutida, princípio ativo do Saxenda.

 

Hypera: confiança renovada

A Hypera apresentou resultados sólidos no 1T26, conquistando avaliação mais positiva do Citi. O banco destacou maior confiança no crescimento da receita, mesmo diante de um cenário mais rígido de capital de giro. A valorização do real também foi apontada como fator de alívio para as margens.

Além disso, o Citi vê nas canetas emagrecedoras um potencial ainda não totalmente refletido no preço da ação. O suporte das compras recentes feitas pelos controladores reforçou a perspectiva otimista. Com isso, o banco elevou as estimativas de lucro da companhia em 4% para 2026 e em 5% para 2027, revisando a recomendação de neutro para compra e aumentando o preço-alvo de R$ 26 para R$ 28 — um potencial de valorização de cerca de 23%.

 

Rede D’Or: queda e resiliência

A Rede D’Or acumulou queda superior a 9% após a divulgação do balanço do 1T26, que veio levemente abaixo das expectativas mais otimistas. O resultado financeiro foi pressionado pelo CDI elevado e pelo aumento da dívida líquida, gerando preocupação entre investidores.

Ainda assim, a Empiricus Research avaliou que os números seguem sólidos, destacando a receita robusta do segmento hospitalar e a evolução operacional da SulAmérica. A casa mantém recomendação de compra, apoiada no crescimento consistente e na forte execução da companhia.

 

RD Saúde: cautela e divergências

A RD Saúde enfrentou avaliações mais cautelosas. O Citi demonstrou preocupação com o avanço do e-commerce da companhia, avaliando que isso pode limitar a expansão das margens. As comparações mais difíceis relacionadas às canetas para obesidade também devem pressionar a produtividade das lojas.

O banco acredita que o lucro bruto por loja pode crescer abaixo da inflação até o fim de 2026, criando viés negativo para as estimativas futuras. Por isso, rebaixou a recomendação de neutro para venda e reduziu o preço-alvo de R$ 26 para R$ 18.

Em contrapartida, o Bradesco BBI manteve visão positiva, avaliando que a queda recente das ações foi exagerada e reiterando recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 27.

 

Pague Menos: desafios e otimismo

A Pague Menos decepcionou o mercado no 1T26 em meio ao cenário de juros altos, com expectativa de Selic média acima de 14%. O Bradesco BBI reduziu em 1% sua estimativa de lucro líquido para 2026, para R$ 383 milhões, e cortou o preço-alvo da ação de R$ 8 para R$ 7.

Apesar disso, o banco manteve recomendação de compra, assim como o Banco Safra, que segue apoiado no turnaround da Extrafarma e na melhora operacional da companhia. O Safra projeta preço-alvo de R$ 10, enxergando potencial de valorização superior a 100%.

 

📊 Panorama

O avanço das canetas emagrecedoras não apenas impulsionou resultados, mas também dividiu opiniões entre analistas. Enquanto algumas casas enxergam potencial de valorização ainda não precificado, outras alertam para riscos de margens e produtividade. O setor farmacêutico, portanto, segue como protagonista em 2026, atraindo investidores atentos às oportunidades e aos desafios que se desenham.

 
 
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