Cimed atinge R$ 1 bi no primeiro trimestre de 2026

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A farmacêutica Cimed encerrou o primeiro trimestre de 2026 com resultados históricos: faturamento de R$ 1 bilhão, crescimento de 20% nas vendas para o varejo (sell-in) e avanço de 25% nas vendas ao consumidor final (sell-out). Os números refletem uma estratégia ousada de expansão e diversificação, que tem reposicionado a companhia no mercado de consumo e fortalecido sua presença além do canal farma tradicional. Informou o Pipeline Valor.

Segundo o diretor-presidente João Adibe, o desempenho é fruto de decisões tomadas no fim do ano passado, quando a empresa optou por priorizar o giro de produtos no varejo, mesmo sacrificando parte das margens. “Preferimos crescer com menos margem do que perder espaço. Depois, recuperar posição custa mais caro”, afirmou.

O fortalecimento do sell-out, que impulsiona recompras e fidelização, foi determinante para consolidar a participação da Cimed. A farmacêutica ampliou seu portfólio com destaque para os produtos Lavitan, que cresceram 60%, e para novas linhas de higiene e beleza, como João e Maria e Super. O sucesso da Carmed, com hidratantes labiais, e da Milimetric, voltada a cosméticos, também reforçou a estratégia de diversificação.

A companhia planeja investir entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões em logística até 2026, incluindo a construção de um novo centro de distribuição em Minas Gerais para reduzir custos de frete, que subiram quase 50% em relação ao ano anterior. A meta é sustentar o ritmo de crescimento e atender à demanda crescente por genéricos, que já supera em 25% a capacidade produtiva atual.

No segmento de consumo, a Cimed registrou 45% da receita entre janeiro e março, superando parte da fatia do canal farma. O desempenho da marca Super, alavancada por ações de marketing no BBB, foi decisivo: faturou R$ 150 milhões no trimestre e projeta receita anual de R$ 600 milhões. A aquisição da Ice Fresh, responsável pela produção da linha, reduziu custos em 25%.

A empresa também avalia a possibilidade de separar suas operações em duas frentes distintas — farma e consumo — diante da diferença de dinâmica entre os mercados. Enquanto medicamentos seguem ciclos de reposição mais longos, itens como desodorantes e cremes dentais exigem reposição quase diária, o que levou a ajustes logísticos e até negociações para aquisição de uma fábrica de aerossol.

Com projeção de receita de R$ 4,8 bilhões em 2026 e meta de alcançar R$ 10 bilhões em 2030, a Cimed aposta na criação de dez “supermarcas” capazes de faturar mais de R$ 1 bilhão cada. Entre elas já estão Genérico Cimed, Carmed, Lavitan, João e Maria e Super. Outras, como Urso e Milimetric, despontam como candidatas a integrar esse seleto grupo.

“Queremos ser a P&G brasileira”, resume Adibe, reforçando a ambição de transformar a Cimed em uma gigante multissetorial, capaz de competir em diferentes categorias de consumo e saúde.

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