O cenário das gigantes farmacêuticas globais está passando por uma das transformações mais rápidas da história recente. Segundo o ranking da Fierce Pharma de 2025, a Eli Lilly protagonizou uma ascensão meteórica, saltando da 15ª posição em 2020 para o consolidado 3º lugar no faturamento global.
O motor dessa mudança drástica é o sucesso comercial das "canetas emagrecedoras", que viram sua receita disparar de US$ 16,5 bilhões em 2024 para expressivos US$ 36,5 bilhões no último ano. Com esse desempenho, a empresa norte-americana deixou para trás gigantes como Pfizer, AstraZeneca e MSD.
Enquanto a Johnson & Johnson mantém sua hegemonia no topo, com faturamento projetado para quebrar recordes acima de US$ 100 bilhões, outras empresas enfrentam ventos contrários. A Novo Nordisk, principal rival da Lilly no segmento de emagrecimento, vive um período de estagnação após anos de crescimento de dois dígitos, com projeções de retração nas vendas para 2026.
Destaques do Ranking de Faturamento e evolução (2025):
- Johnson & Johnson: US$ 94,2 bilhões (+6,1%).
- Roche: US$ 74 bilhões (+1,7%).
- Eli Lilly: US$ 65,2 bilhões (+45%).
- MSD: US$ 65 bilhões (+1%)
- Pfizer: US$ 62,6 bilhões (-1,6%)
- AbbVie: US$ 61,2 bilhões (+8,3%)
- AstraZeneca: US$ 58,7 bilhões (+8,6)
- Novartis: US$ 56,7 bilhões (+9,6%)
- Sanofi: US$ 52,2 bilhões (+10,3%)
- BMS: US$ 48,2 bilhões (-0,2%)
- Novo Nordisk (H3): US$ 46,7 bilhões (+6,4%)
- GSK: US$ 43,1 bilhões (+4,1%)
- Amgen: US$ 36,8 bilhões (+10%)
- Takeda (H3): US$ 29,8 bilhões (-2,5%)
- Boehringer Ingelheim: US$ 31,4 bilhões (+4%)
- Gilead: US$ 29,4 bilhões (+2,4%)
- Bayer: US$ 26,7 bilhões (-1%)
- Merck: US$ 19,8 bilhões (+1,3%)
- Teva: US$ 17,3 bilhões (+4,4%)
- CSL: US$ 15,4 bilhões (+5,1%)
Fonte: Fierce Pharma
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