Esclerose múltipla mostra sinais mais cedo do que se pensava

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Estudo publicado na revista “Lancet Neurology”

Um novo estudo revelou que os pacientes com esclerose múltipla podem demonstrar que algo de errado cinco anos antes de a doença se desenvolver.
 
O estudo conduzido por uma equipe de investigadores liderada por Helen Tremlett do Centro de Saúde do Cérebro Djavad Mowafaghian, Canadá, teve por base a análise de processos clínicos de pacientes com esclerose múltipla e poderá orientar a investigação sobre as causas da doença numa nova direção. 
 
Adicionalmente, este achado poderá ajudar os médicos a fazerem o rastreio da doença precocemente e intervir numa fase mais inicial.
 
Para o estudo, Helen Tremlett e equipe analisaram os processos clínicos, durante um período de 20 anos, de 14.000 pacientes com esclerose múltipla de várias províncias do Canadá. A informação colhida foi comparada com processos clínicos de pessoas que não tinham a doença.

A equipe procurava um pródromo, ou seja, um conjunto de sintomas precursores de uma doença. 
 
Foram já identificados pródromos para outras doenças como a Alzheimer e Parkinson, sendo que esta identificação forneceu pistas sobre a forma como estas doenças poderão ser desencadeadas e deu lugar a novos estudos sobre causas e fatores de desencadeamento.  
 
O estudo revelou que existe uma fase em que os pacientes começam a demonstrar sintomas antes de a esclerose múltipla ser identificada do ponto de vista clínico. Durantes esta fase os pacientes tendem a ir ao médico, a serem hospitalizados e a receberem mais prescrições do que a população em geral.
 
“Provar que as pessoas com esclerose múltipla tinham alterado já o seu comportamento nos cinco anos antes mesmo do primeiro reconhecimento clínico da doença é muito importante porque significa que temos que olhar para além daqueles cinco anos para perceber como é causada”, explicou Helen Tremlett.
 
Futuramente, a equipe tentará perceber porque é que aqueles pacientes utilizaram o sistema de saúde de forma diferente, e se existem tendências nas doenças reportadas e prescrições passadas que indiquem um conjunto específico de sintomas que os médicos poderiam usar para ajudam a identificar a esclerose múltipla numa fase mais inicial”. 
 
fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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