9849519683?profile=original

A empagliflozina reduziu o risco de morte cardiovascular em 43% nos pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica quando comparada com placebo¹

 

 

São Paulo, 18 de dezembro de 2017 – Nova análise apontou que a empagliflozina, comercialmente conhecida como Jardiance®, reduz o risco de morte cardiovascular no tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica, quando comparada em estudo com o uso de placebo e adicionado ao uso de terapia padrão. Os resultados são de uma análise de dados post-hoc do estudo clínico EMPA-REG OUTCOME® e foram apresentados durante seções científicas do Congresso AHA (American Heart Association), em Anaheim, na Califórnia, e publicados simultaneamente online no periódico Circulation, jornal da associação médica norte-americana¹.

 

“A doença arterial periférica, uma das complicações mais comuns associadas ao diabetes tipo 2, aumenta o risco de morte cardiovascular”, diz Subodh Verma, M.D., cientista e cirurgião cardíaco no St. Michael Hospital e professor da Universidade de Toronto. “Existe uma necessidade iminente de opções de tratamento que possam melhorar as consequências cardiovasculares em pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica.”

 

Cerca de um em cada três diabéticos com mais de 50 anos sofre de doença arterial periférica, condição que leva ao estreitamento das artérias que partem do coração para os braços, pernas e pés, e é causada pelo depósito de placas de gorduras nas paredes desses vasos2. A doença arterial periférica pode ser fatal quando esses bloqueios restringem a circulação, causando complicações nos membros, e também pode acometer órgãos vitais, como o coração, os rins e o cérebro3. Se não for tratada de maneira adequada, a doença arterial periférica ainda pode levar a amputações, o que pode resultar em hospitalizações, invalidez e morte4.

 

No início do estudo, 21% dos mais de 7.000 voluntários do EMPA-REG OUTCOME® já tinha a doença arterial periférica. A análise desses pacientes, que já recebiam o tratamento padrão para a doença, quando comparada ao uso de placebo, apontou que:

 

  • A empagliflozina reduziu o risco de morte cardiovascular em 43%;
  • A morte relacionada a diferentes causas sofreu redução de 38%, e as hospitalizações por insuficiência cardíaca diminuíram 44%;
  • Quanto ao desfecho clínico em relação à morte cardiovascular, como do infarto não fatal e o acidente vascular cerebral não fatal, ocorreu redução de 16%;
  • As doenças renais, em pacientes em estágio inicial ou avançado, também conhecidas como nefropatias, foram reduzidas em 46%;
  • No geral, os efeitos cardiovasculares e renais em pacientes com doença arterial periférica foram coerentes com os resultados prévios do estudo clínico EMPA-REG OUTCOME® 13.
style="display:block" data-ad-format="autorelaxed" data-ad-client="ca-pub-6652631670584205" data-ad-slot="7514086806">

 

 

Em relação aos efeitos colaterais, dos mais comuns aos mais graves, a análise mostrou um equilíbrio no grupo que tomou a empagliflozina em relação aos voluntários que aderiram ao placebo. No grupo com a doença arterial periférica, a amputação de membros inferiores ocorreu em 5,5% daqueles que usaram a empagliflozina e 6,3% dos pacientes que receberam placebo. No grupo sem diagnóstico de doença arterial periférica, a amputação dos membros inferiores ocorreu em 0,9% naqueles que foram tratados com a empagliflozina, e 0,7% nos que receberam placebo.

 

“Por meio de sub análises contínuas do estudo EMPA-REG OUTCOME®, estamos conquistando um melhor entendimento de como a empagliflozina pode ajudar uma ampla gama de pessoas que vivem com o diabetes tipo 2 e suas complicações”, afirmou o Dr. Georg van Husen, vice-presidente e chefe da área de Terapia Cardiometabólica da Boehringer Ingelheim. “Os dados apresentados e publicados nas seções científicas da American Heart Association mostraram que a empagliflozina reduz o risco de morte cardiovascular e da doença renal numa população altamente vulnerável que sofre de diabetes tipo 2 e da doença arterial periférica.”

 

Sobre o Diabetes e a Doença cardiovascular

No mundo, existem mais 415 milhões de diabéticos, sendo que 193 milhões pessoas ainda não foram diagnosticadas com a doença5. Em 2040, o número de pessoas com diabetes no mundo deve aumentar para 642 milhões5. O diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença, corresponde a mais de 91% dos casos de diabetes em países desenvolvidos5. O diabetes é uma condição crônica que ocorre quando o organismo não produz ou usa o hormônio insulina5.

 

Em razão das complicações associadas ao diabetes, como os altos índices de açúcar no sangue, a hipertensão arterial e a obesidade, a doença cardiovascular é a maior complicação e a principal causa de morte associada ao diabetes6,7. Diabéticos têm de duas a quatro vezes mais chance de desenvolver uma doença cardiovascular do que os não diabéticos7. Em 2015, a doença causou mais de 5 milhões de mortes no mundo, tendo a doença cardiovascular como a principal causa5,7. Cerca de 80% dos óbitos por diabetes tipo 2 decorre da doença cardiovascular8,9.

 

Ter diabetes aos 60 anos diminui a expectativa de vida do paciente em até seis anos, em relação a quem não tem a doença. Quem sofre de diabetes e possui histórico de infarto ou acidente vascular cerebral, também na mesma faixa etária, tem 12 anos a menos de vida, quando comparados a pessoas sem esse quadro clínico10.

 

Sobre a empagliflozina

Comercializado sob o nome de Jardiance, a empagliflozina é um inibidor de SGLT-2, uma co-proteína transportadora que atua na reabsorção de glicose filtrada pelo rim. Ao inibir a ação desta proteína, a empagliflozina remove o excesso de açúcar que seria reabsorvido pelo rim, permitindo a eliminação de cerca de 78 gramas de glicose, equivalente a 312 calorias eliminadas diariamente¹¹11,12. Como benefícios adicionais, a empagliflozina reduziu o peso, a circunferência abdominal e a pressão arterial. E, conforme demonstrado no estudo EMPA-REG OUTCOME, a empagliflozina reduz em 38% o risco relativo de morte cardiovascular, que é a principal causa de morte nos pacientes com diabetes tipo 212.

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

DikaJob de

Para adicionar comentários, você deve ser membro de DikaJob.

Join DikaJob

Faça seu post no DikaJob