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Logotipo da Johnson & Johnson num escritório da empresa

 

Erleada (apalutamida) em conjunto com terapia bloqueadora hormonal aumentou as chances de eliminar o câncer, com redução de progressão ou morte
 

 

A farmacêutica Johnson & Johnson divulgou neste domingo dados animadores de um estudo clínico em estágio avançado envolvendo o medicamento Erleada (apalutamida). O fármaco, quando utilizado em conjunto com terapia bloqueadora hormonal, demonstrou aumentar significativamente as chances de eliminação do câncer de próstata e reduzir o risco de progressão ou morte da doença.

O protocolo incluiu a aplicação do medicamento seis meses antes e após cirurgias de próstata. Segundo a companhia, os pacientes tratados apresentaram nove vezes mais probabilidade de ter pouco ou nenhum câncer residual após a cirurgia. Além disso, houve uma redução de 20% no risco de metástase ou morte, prolongando o tempo antes da necessidade de terapias subsequentes para mais de seis anos.

A apalutamida atua bloqueando hormônios androgênicos de se ligarem ao receptor, mecanismo que ajuda a retardar a progressão da doença. Atualmente, o uso do medicamento já é aprovado para casos avançados, incluindo situações em que o câncer se espalhou (sensível à castração metastática) ou deixou de responder a terapias hormonais convencionais (resistente à castração não metastático).

Mary-Ellen Taplin, oncologista médica do Dana-Farber Cancer Institute e da Harvard Medical School, destacou a relevância do avanço: “Reduzir o risco de recidiva e morte do câncer de próstata com melhores regimes iniciais de tratamento tem sido uma necessidade antiga e não atendida para pacientes com câncer de próstata localizado de alto risco.”

O impacto potencial é expressivo. Estima-se que cerca de 330 mil pessoas sejam diagnosticadas com câncer de próstata anualmente nos Estados Unidos, e até 40% dos casos sejam classificados como de alto risco. Apesar dos avanços, a recorrência continua elevada: até 50% dos pacientes apresentam recidiva em até cinco anos após a cirurgia, com risco significativo de progressão e morte.

Projeções apontam que mais de 36 mil pacientes poderão sucumbir ao câncer de próstata em 2026, reforçando a importância de terapias inovadoras e eficazes. Para especialistas, os resultados apresentados pela Johnson & Johnson representam um passo importante na busca por tratamentos mais duradouros e capazes de oferecer maior qualidade de vida aos pacientes.

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