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A Johnson & Johnson está promovendo a maior demissão em pelo menos quatro décadas no Brasil. Contrataram, inclusive, a consultoria PwC para gerir a ação.

A reestruturação da divisão de consumo da Johnson & Johnson chegou ao Brasil, o segundo maior mercado da multinacional atrás dos Estados Unidos. A empresa passa por uma das maiores reorganizações dos últimos anos, dois meses após Thibaut Mongon assumir o comando global do conglomerado. As medidas incluem o corte de 1,7% do quadro de 7 mil pessoas no Brasil. No mundo, haverá uma redução de 1% do total de 134 mil funcionários, segundo o Valor apurou. Mongon, que está na J&J há quase 20 anos, substituiu Jorge Mesquita, egresso da Procter & Gamble. O Valor apurou que o executivo planejou a redução da força de trabalho há um mês.

A expectativa é enxugar a estrutura da divisão de consumo, a terceira em importância na multinacional, atrás da farmacêutica e de equipamentos médicos, respectivamente. O corte no Brasil foi adiantado pelo colunista Lauro Jardim, no site “O Globo”. O objetivo é aumentar a lucratividade, reduzir os custos e acelerar a digitalização da área que abrange as marcas de absorvente íntimo Sempre Livre, do hidrante Neutrogena, do xampu OGX, dos medicamentos Tylenol e Zarbee’s Naturals, do enxaguante bucal Listerine e da linha de produtos de higiene Johnson’s Baby. A J&J opera em 23 segmentos.

A companhia confirmou que passa por uma reestruturação. “Para alcançar as mais de 1 bilhão de pessoas que usam nossos produtos diariamente, estabelecemos um novo modelo global de negócios que nos permitirá operar com mais eficiência”, afirmou, em comunicado. O lucro líquido do grupo caiu 14,2% no primeiro trimestre deste ano, a US$ 3,75 bilhões. Mongon foi responsável pela divisão de consumo na região Ásia-Pacífico por cinco anos. No período, acelerou o crescimento da receita da unidade e o patamar de lucratividade. Uma das prioridades do executivo foi impulsionar o comércio eletrônico.

Recentemente, comandou a aquisição da Ci:Z Holdings, fabricante dos produtos da marca Dr. Ci:Labo. Em teleconferência com analistas sobre as demonstrações financeiras do primeiro trimestre, o executivo disse que houve uma “desaceleração” nas vendas da área devido à sazonalidade e à estrutura do portfólio de produtos, mas que não deve alterar a projeção de crescimento de 2% para o ano. “A temporada de gripes e resfriados na Rússia e Europa Oriental foi mais suave, interferindo no negócio de medicamentos isentos de prescrição médica.

Em beleza, o ritmo de vendas foi menor e na categoria de bebê houve impacto dos produtos relacionados ao inverno”, afirmou. Segundo nota da J&J sobre a reestruturação, algumas áreas estão sendo expandidas e recebem investimentos, mas há redução em outras. As demissões atingem todos os níveis hierárquicos. Durante os três primeiros meses deste ano, a J&J obteve receita global de US$ 20 bilhões, com leve alta de 0,1% sobre igual período de 2018.

A divisão de consumo teve queda de 2,4% na receita no fim de março, para US$ 3,3 bilhões. Na área farmacêutica houve avanço de 4,1%, para US$ 10,24 bilhões. A receita na área de equipamentos médicos recuou 4,6%, totalizando US$ 6,45 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

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