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Com investimento de R$ 16 milhões, farmacêutica aposta em pipeline de 62 novos produtos para os próximos anos e reduziu pela metade o tempo de pesquisa e desenvolvimento

 

São Paulo, julho de 2026 – Desenvolver novos medicamentos internamente tem se tornado uma prioridade crescente para a indústria farmacêutica nacional. Na Libbs, esse movimento levou à expansão do Centro de Desenvolvimento Integrado (CDI), estrutura responsável pelas etapas técnicas que antecedem a produção industrial dos medicamentos. Com investimento de R$ 16 milhões, a companhia ampliou sua capacidade de pesquisa e hoje conta com 62 projetos de desenvolvimento de novos produtos, além de 50 projetos de melhorias em medicamentos já presentes no portfólio.

Um exemplo recente dessa capacidade foi o desenvolvimento de uma combinação tripla inédita para hipertensão não controlada, criada no CDI e levada ao Congresso Europeu de Cardiologia (ESC), onde um estudo clínico financiado e liderado pela Libbs se tornou o primeiro de uma farmacêutica brasileira selecionado entre os destaques científicos do evento em seus 73 anos de história. A pesquisa avaliou uma nova combinação de princípios ativos em comprimido único para pacientes com hipertensão não controlada e envolveu mais de 700 participantes em 19 centros clínicos brasileiros.

“O CDI conecta todas as disciplinas técnicas da pesquisa e desenvolvimento. É aqui que transformamos ideias em medicamentos que chegam ao paciente”, afirma Lucas Sponton, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Libbs. Segundo o executivo, a expansão do CDI acompanha uma mudança importante na estratégia de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da companhia. A expansão do CDI busca maior agilidade no desenvolvimento de novos medicamentos, principalmente inovadores.

 

Mais capacidade para desenvolver medicamentos

A reforma do CDI, iniciada no fim de 2024 e concluída em março deste ano, reorganizou completamente o espaço para ampliar eficiência operacional e acompanhar o crescimento da companhia. A modernização dobrou o espaço útil de todos os laboratórios e expandiu a estrutura dedicada à manipulação de produtos de alta potência.

“Aqui no CDI funciona temos uma fábrica em escala piloto, que é uma miniatura do nosso parque fabril. Conseguimos desenvolver um medicamento em pequena escala, entender seu comportamento e fazer ajustes antes da transferência para a produção. Isso traz mais agilidade, previsibilidade e robustez ao processo”, explica Lucas.

Segundo a empresa, os ganhos de estrutura já vêm impactando a produtividade. Desde 2021, a Libbs reduziu em aproximadamente 50% o tempo de desenvolvimento de produtos, tornando-a bastante competitivos em relação ao mercado.

Hoje, a farmacêutica conduz projetos em áreas como cardiometabólica, sistema nervoso central, ginecologia, oncologia, biotecnologia e reumatologia. Além dos quase 60 novos produtos em pipeline, a empresa também desenvolve mais de 50 melhorias em medicamentos já presentes no portfólio, envolvendo avanços de formulação, ganhos produtivos e adaptações regulatórias.

“Nós não trabalhamos sem buscar algum tipo de inovação. Às vezes, ela está na formulação, na adesão ao tratamento ou em características que tornam o medicamento mais adequado à rotina do paciente. Quando fortalecemos essa capacidade de pesquisa, também ampliamos o desenvolvimento local de soluções e a competência técnico-científica do país”, afirma o gerente de P&D.

 

Por trás do medicamento

Além do desenvolvimento de novos produtos, o time de P&D da Libbs, formado por 275 profissionais, dos quais aproximadamente 70% atuam diretamente em projetos ligados ao desenvolvimento e inovação – também trabalha continuamente na evolução do portfólio existente.

Entre os profissionais envolvidos nas etapas criativas do desenvolvimento, 40% possuem mestrado ou doutorado, reforçando a especialização técnica do centro de pesquisa.

“Existe um trabalho invisível por trás do medicamento que chega à farmácia. Não se trata apenas de criar algo, mas também de garantir qualidade, abastecimento e evolução contínua dos tratamentos”, conclui Sponton.

 

Fonte: Libbs

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