por Joni Mengaldo
A indústria farmacêutica internacional deu mais um passo significativo na luta contra a obesidade. A Boehringer Ingelheim apresentou, durante a ADA 2026, os resultados de dois ensaios clínicos globais de fase 3 envolvendo a survodutida, uma injeção semanal que ainda está em investigação.
Segundo os dados divulgados, o medicamento levou a uma redução média de 16,6% do peso corporal e uma diminuição relativa de 34% da gordura visceral em um período de 76 semanas, no estudo SYNCHRONIZE-1. Além disso, os pesquisadores observaram uma queda de 63,1% da gordura hepática e uma perda de massa magra de 10,8%, sugerindo menor impacto sobre os músculos.
A survodutida atua como um agonista duplo de glucagon e GLP-1, combinação que reduz o apetite, aumenta a saciedade, influencia o metabolismo de gorduras e o gasto energético, além de atuar diretamente no fígado.
Resultados em pacientes com MASLD
Outro ensaio, o SYNCHRONIZE-MASLD, avaliou os efeitos da medicação em adultos com sobrepeso ou obesidade e doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica. Em 48 semanas, 84,2% dos voluntários apresentaram pelo menos 30% de redução relativa da gordura hepática, enquanto a perda de peso chegou a 12,2%.
Segurança e efeitos adversos
Apesar dos avanços, a survodutida ainda não recebeu aprovação de órgãos reguladores e segue em investigação. Os eventos adversos mais comuns relatados foram gastrointestinais, incluindo náusea, vômito, diarreia e constipação. No estudo SYNCHRONIZE-1, a taxa de descontinuação foi de 19%.
Perspectivas
Especialistas destacam que os resultados reforçam o potencial da survodutida como uma nova ferramenta terapêutica contra a obesidade e doenças metabólicas associadas. No entanto, alertam que o acompanhamento rigoroso e a avaliação de longo prazo serão fundamentais para confirmar sua eficácia e segurança.
Medicamento segue em investigação
A molécula ainda não foi aprovada por nenhum órgão regulador, e as avaliações continuam. Em nenhum dos dois estudos foram identificados novos sinais de segurança.
Os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais, como náusea, vômito, diarreia e constipação. A taxa de descontinuação do tratamento (durante o SYNCHRONIZE-1) foi de 19%.
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