Em um movimento que pode redefinir o futuro dos tratamentos contra obesidade e sobrepeso, a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk assinou um acordo com a norte-americana Vivani Medical para avaliar o implante experimental de semaglutida, conhecido como NPM-139. O dispositivo foi projetado para liberar gradualmente o princípio ativo presente em medicamentos já consagrados, como Wegovy e Ozempic, ao longo de vários meses.
Segundo informações divulgadas pela CNBC, o implante surge como uma alternativa de manutenção para pacientes que já atingiram a dosagem adequada por meio de injeções ou comprimidos. A proposta é que o dispositivo seja administrado duas vezes ao ano ou, futuramente, apenas uma vez por ano. Na versão atual, o implante precisa ser removido e substituído a cada seis meses.
A Vivani recebeu em junho a aprovação de um comitê australiano de ética em pesquisa com seres humanos para iniciar o primeiro ensaio clínico em humanos, denominado SLIM-1. O estudo de fase inicial está previsto para começar em meados de 2026 e contará com cerca de 20 adultos com sobrepeso ou obesidade que nunca utilizaram medicamentos da classe GLP-1. Os participantes serão divididos entre aqueles que receberão o implante e os que receberão uma injeção semanal de baixa dose de Wegovy durante quatro semanas. O objetivo é avaliar segurança, tolerabilidade e farmacocinética, além de observar os impactos na perda de peso.
O CEO da Vivani, Adam Mendelsohn, destacou que o acordo não se trata de um licenciamento, mas sim de uma colaboração estratégica. Já a Novo Nordisk reforçou que a iniciativa busca complementar seus esforços internos de pesquisa e desenvolvimento com inovação externa, ampliando o alcance de terapias voltadas ao combate da obesidade — considerada uma das maiores crises de saúde pública da atualidade.
A parceria entre as duas empresas sinaliza um avanço promissor na busca por soluções mais práticas e eficazes para pacientes que necessitam de tratamento contínuo. Caso os resultados sejam positivos, o implante NPM-139 poderá representar uma revolução na forma como a semaglutida é administrada, oferecendo maior comodidade e adesão ao tratamento.
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