A farmacêutica global Organon encerrou 2025 consolidando sua posição como líder absoluta no mercado de contraceptivos reversíveis de longa duração no Brasil. Com 61,5% de participação, mais que o dobro registrado em 2024 (29,9%), a companhia demonstra força e estratégia ao ampliar sua presença nas unidades de saúde pública e firmar contratos de grande impacto com o governo federal. Informou a Revista Veja.
O marco mais expressivo foi o acordo firmado com o Ministério da Saúde para fornecimento de 1,8 milhão de unidades do implante subdérmico de etonogestrel, destinado a mulheres em idade fértil entre 14 e 49 anos. A iniciativa resultou em um crescimento de 129% na adoção do método contraceptivo, alcançando todas as 657 prefeituras de municípios com mais de 50 mil habitantes.
No mercado público, a liderança da Organon é ainda mais contundente: 94,6% de participação. A empresa já entregou 500 mil implantes e prevê distribuir o restante ao longo de 2026, priorizando cidades com mais de meio milhão de moradores. Antes mesmo do contrato federal, 287 municípios já haviam adotado o método, o que evidencia a expansão acelerada da companhia.
Segundo Marcel Zetun, diretor de biossimilares da Organon, os resultados refletem não apenas o avanço da empresa, mas também uma mudança cultural significativa: "Atendemos hoje a 1 milhão de mulheres e esperamos duplicar esse número até dezembro. Há claramente um aumento de conscientização em relação ao planejamento familiar e à saúde sexual e reprodutiva na sociedade, além da expansão das políticas públicas nesse campo, o que significa maior qualidade de vida para as mulheres."
O implante subdérmico de etonogestrel é considerado o contraceptivo mais eficaz disponível, com taxa de 99,95%, superior até à laqueadura. Além de fornecer o produto, a Organon colabora com o Ministério da Saúde no treinamento de técnicos em todos os estados e no Distrito Federal, garantindo a replicação do conhecimento nas redes municipais de saúde.
Com esse movimento, a Organon não apenas reforça sua liderança no setor, mas também contribui para o fortalecimento das políticas públicas de saúde reprodutiva, ampliando o acesso das mulheres brasileiras a métodos modernos e seguros de contracepção.
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