t-helper-cell-1123292_1280.png?profile=RESIZE_584xImagem de allinonemovie por Pixabay

 

O pequeno reino de Eswatini, localizado na África Austral, deu um passo histórico em sua luta contra o HIV ao incorporar oficialmente o lenacapavir em seu programa nacional de combate à AIDS. O medicamento, desenvolvido pela norte-americana Gilead Sciences, é aplicado de forma subcutânea apenas duas vezes ao ano e surge como alternativa às tradicionais pílulas orais de profilaxia pré-exposição (PrEP), que exigem uso diário.

Desde dezembro de 2025, cerca de 2 mil pessoas já receberam a aplicação no país, segundo anúncio oficial. A medida coloca Eswatini ao lado de outras nações africanas e dos Estados Unidos que já adotaram o tratamento em seus sistemas de saúde. Ao todo, sete países africanos com altas taxas de HIV já incorporaram o lenacapavir, conforme informações divulgadas pela agência Reuters.

A adesão ao novo medicamento responde a um desafio recorrente: o esquecimento ou a dificuldade em manter o estoque de comprimidos necessários para a PrEP oral. Com a aplicação semestral, especialistas acreditam que será possível ampliar a adesão e reduzir ainda mais as taxas de infecção.

Dados do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) revelam que aproximadamente 25% da população de Eswatini entre 15 e 49 anos vive com HIV. Apesar do número elevado, o país registra avanços significativos: as novas infecções caíram de 14 mil em 2010 para 4 mil em 2024, uma redução de cerca de 75% atribuída às medidas de prevenção e tratamento.

Sindy Matse, gerente do Programa Nacional de AIDS de Eswatini, destacou em entrevista à Reuters a receptividade da população: “As pessoas têm sido muito receptivas”, afirmou. Ela também revelou que o estoque inicial do medicamento estava quase esgotado devido à alta procura.

O plano do governo é disponibilizar o lenacapavir nas 206 unidades de saúde que já ofereciam PrEP, ampliando o acesso e garantindo que mais pessoas em situação de risco possam se beneficiar da inovação.

A iniciativa reforça o compromisso de Eswatini em liderar esforços de saúde pública na região e pode servir de modelo para outros países que enfrentam desafios semelhantes.

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