
Agência Reuters
23/11/21 - O Uber vai permitir que usuários em Ontário, no Canadá, façam pedidos de maconha pelo aplicativo Uber Eats, disse ontem um porta-voz da empresa. É a primeira iniciativa da companhia no mercado de Cannabis, que está em expansão no país – as vendas de maconha no Canadá vão totalizar US$ 4 bilhões em 2021 e devem crescer para US$ 6,7 bilhões em 2026, de acordo com dados da empresa de pesquisa BDS Analytics.
Inicialmente, o Uber Eats vai incluir a varejista de Cannabis Tokyo Smoke em seu catálogo. Assim, a gigante do delivery não realizará entrega dos derivados da erva – os clientes poderão fazer o pedido no aplicativo e deverão retirá-lo na loja física mais próxima da Tokyo Smoke.
Com mais de três anos da legalização da cannabis recreativa no Canadá, o país tenta organizar o mercado, pois os produtores ilegais ainda controlam uma grande parte das vendas anuais totais. O Uber afirmou ontem que a parceria permitirá que os adultos canadenses comprem Cannabis legal e segura, ajudando a combater os vendedores ilegais.
Questionado sobre a possibilidade de expansão do serviço para outras regiões no Canadá, ou nos Estados Unidos, um porta-voz do Uber disse que “não há nada mais para compartilhar neste momento”.
“Continuaremos observando as regulamentações e oportunidades de perto, mercado por mercado. E, conforme as leis locais e federais evoluam, exploraremos oportunidades com comerciantes que operam em outras regiões”, disse o porta-voz do Uber à agência de notícias Reuters.
A empresa, que já entrega bebidas alcoólicas pelo Uber Eats, está de olho no crescente mercado de Cannabis há algum tempo. Dara Khosrowshahi, presidente do Uber, afirmou em abril que a empresa consideraria a distribuição de maconha a depender de regulações.
A experiência nesse mercado pode abrir uma nova janela de receitas para a empresa. Embora ela espere um retorno do seu serviço de viagens com o recuo da pandemia, as altas nos preços deixam dúvidas, reforçando a divisão de delivery.
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