Divulgação
Com crescente interesse pela “beleza limpa”, operação brasileira planeja ampliar seu portfólio de cosméticos, incluindo produtos desenvolvidos especificamente para o país.
A Weleda foi fundada há mais de 100 anos, tendo como princípio a antroposofia, filosofia que enxerga o ser humano como parte integrante da natureza e do universo. Desde sua criação, a empresa suíça adota práticas sustentáveis e fabrica seus medicamentos e produtos de cuidados pessoais com ingredientes orgânicos e biodinâmicos, preservando a biodiversidade e a saúde do solo.
Presente em mais de 50 países, a marca atua no mercado brasileiro desde 1959, com uma característica bastante particular. “Globalmente, os cosméticos representam 80% do negócio da Weleda, mas no Brasil temos quase o inverso. Atualmente, os medicamentos são a principal categoria para a operação brasileira, representando 70% do nosso negócio”, afirma Maria Claudia Pontes, CEO da Weleda no Brasil e América Latina.
Ela conta que essa diferença é explicada pela forma que a Weleda iniciou suas atividades no Brasil. “Nossa fundadora no Brasil, a Dra. Gudrun Burkhard, era uma médica antroposófica que percebeu a necessidade de termos os medicamentos no país, iniciando assim um movimento forte na formação de novos médicos e na estruturação do laboratório Weleda no Brasil. Ou seja, temos enraizada a medicina antroposófica, que foi foco da empresa por muitos anos, até que a Weleda Global adquiriu a operação brasileira (era uma licença) e trouxe os primeiros cosméticos para o Brasil.”
Atualmente, a Weleda produz medicamentos no Brasil, país que sedia um dos seis jardins biodinâmicos da marca em todo o mundo. “Como nosso principal mercado é o de medicamentos, temos a necessidade de cultivar parte de nossos insumos próximos a nossa planta, porque trabalhamos no processamento de insumos frescos, recém-colhidos, para garantir a potência e qualidade dos ingredientes de cultivo biodinâmico. Produzimos não só para fabricação própria, mas também para exportação, garantindo insumos frescos e de alta qualidade para o Grupo Weleda”, diz Pontes.
Linha de cuidados capilares exclusiva para o mercado brasileiro
A executiva fala que os cosméticos comercializados no Brasil seguem sendo importados da Alemanha e Suíça. A exceção é a linha de Fitoshampoos e Fitocondicionadores, desenvolvida com ingredientes 100% naturais e orgânicos especialmente para o mercado brasileiro e lançada em 2023.
“O mercado capilar é uma das principais categorias de cosméticos em nosso país e não há muitas opções de produtos realmente naturais, biodegradáveis, certificadas e com performance. No Brasil, temos também uma variação capilar gigantesca e um clima muito diferente do que existe na Europa e EUA. Sendo assim, decidimos investir nesta categoria e desenvolver algo que seja específico para atender às necessidades do Brasil.”
Apesar de exclusivos para o Brasil, os produtos da linha capilar são fabricados na vizinha Argentina. “Decidimos produzir onde teríamos mais ganhos de competitividade. Também levamos em conta o fato de que a Argentina já tem experiência na produção de cosméticos certificados”, cita Pontes.
Crescimento da consciência dos brasileiros sobre produtos naturais e orgânicos
Para ela, a Weleda tem uma grande oportunidade de ganhar relevância no mercado de cosméticos no Brasil. “Vemos o aumento do entendimento sobre ingredientes e rótulos, da educação e da consciência dos consumidores a respeito de produtos naturais e orgânicos. Apesar do surgimento de várias novas marcas nesse segmento, a Weleda já nasceu com proposta de ‘clean beauty’, sendo líder desta categoria. Temos plena confiança de que nossos produtos entregam há mais de 100 anos o que o mercado brasileiro de cosméticos ‘clean beauty ‘exige hoje.”
Mesmo se mostrando confiante no crescimento da categoria no Brasil e afirmando que a Weleda tem projeto de criar mais cosméticos específicos para o mercado nacional, Pontes fala em desafios no curto prazo. “A garantia de uma cadeia certificada e rastreável e execução plena do padrão de desenvolvimento da Weleda são alguns pontos que ainda temos que enfrentar para avançarmos na produção local. Mas esse é o nosso objetivo e trabalharemos para isso.”
Comentários