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O Brasil não apenas perde seus talentos, ele os expulsa. Essa é a constatação que se repete em diferentes setores da economia e da inovação. Cientistas, empreendedores e executivos altamente qualificados encontram no exterior o ambiente que lhes falta em casa: segurança jurídica, estabilidade regulatória e incentivo ao risco.

No território nacional, o cenário é outro. A alta taxa de juros, a burocracia punitiva e uma cultura que desconfia do sucesso criam barreiras quase intransponíveis.

O risco é penalizado, a ambição confundida com arrogância e o erro tratado como falha moral. Nesse ambiente, inovar se torna ato de resistência, não de progresso.

O fenômeno, conhecido como “fuga de cérebros”, suaviza a realidade. Mais do que perder talentos, o Brasil os empurra para longe. Exemplos concretos reforçam o diagnóstico: a Brex, fundada por brasileiros, tornou-se bilionária fora do país; Luana Lopes Lara, que deixou o Brasil para estudar no exterior, construiu uma empresa avaliada em US$ 11 bilhões, tornando-se a bilionária mais jovem do mundo a criar a própria fortuna.

Mesmo quando negócios nascem aqui, como o Nubank, o impulso decisivo vem de fora. O banco digital só conseguiu crescer em escala global com capital e governança internacionais. O contraste é revelador: enquanto figuras como Ayrton Senna são idolatradas por competir para vencer, o país insiste em aceitar o “quase” como triunfo.

O atraso nacional em inovação não decorre da falta de capital humano, mas da incapacidade de transformá-lo em impacto. Enquanto o sistema sufocar a iniciativa e desconfiar do mérito, o Brasil continuará a assistir seus melhores talentos realizarem, no exterior, aquilo que aqui jamais lhes foi permitido tentar.

 

Artigo baseado em: O Brasil não apenas perde seus talentos, ele os expulsa para longe

 
 
 
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Joni Mengaldo

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