Em pacientes com o subtipo HR+/HER2+, a terapia combinada da Pfizer demonstrou redução de até 25% no risco de progressão da doença ou morte
SAO PAULO, 29 de outubro de 2026 /PRNewswire/ -- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou agora em outubro uma nova indicação de tratamento para o câncer de mama avançado HR+/HER2+. Os tumores com receptores hormonais positivos (HR+) representam a maioria dos casos de câncer de mama, respondendo por cerca de oito em cada dez diagnósticos. Entre eles, existe um grupo de pacientes que também apresenta expressão positiva da proteína HER2. O estudo de fase 3 PATINA embasou a decisão e demonstrou que o uso de palbociclibe em combinação com terapias anti-HER2 e endócrinas após o tratamento inicial reduziu em até 25% o risco de progressão e morte pela doença.
A aprovação reflete uma transformação profunda na forma como o câncer de mama é compreendido e tratado. "Há três décadas, a principal preocupação da mulher com câncer de mama era sobreviver. Hoje, graças aos avanços da ciência, como a recente aprovação, cada vez mais pacientes contam com o controle prolongado da doença. Na prática, as pacientes do estudo permaneceram em média 44,3 meses sem o avanço do câncer, em comparação com 29,1 meses entre aquelas que receberam os tratamentos padrão", explica a Dra. Camila Gaspari, diretora médica de oncologia da Pfizer.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026-2028. Excluindo os tumores de pele não melanoma, é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, representando aproximadamente 30% dos novos diagnósticos oncológicos femininos.
A evolução do tratamento e o surgimento de novas alternativas ampliaram as perspectivas para quem recebe o diagnóstico de câncer de mama, com a possibilidade de viver mais e com qualidade de vida. Nos anos 1990, o foco estava no diagnóstico precoce. Nos anos 2000, terapias mais direcionadas impulsionaram a medicina de precisão. Já em 2018, no Brasil, a aprovação do primeiro inibidor de CDK4/6, o palbociclibe, contribuiu para ampliar o controle da doença e as perspectivas de vida em casos avançados.
Agora, a nova indicação oferece mais uma opção terapêutica para esse perfil de mulheres, que requer acompanhamento próximo e estratégias voltadas ao controle prolongado da doença.
FONTE: Pfizer
Comentários