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Imagem feita por IA - Copilot

 

O mercado de trabalho brasileiro segue em ritmo de acomodação, segundo dados recentes do LinkedIn. Em entrevista à Bloomberg Línea, Milton Beck, diretor-geral da plataforma para a América Latina, destacou que os volumes de contratação ainda não recuperaram totalmente o patamar de 2019, permanecendo cerca de 5% abaixo do período pré-pandemia. Informou a Bloomberg Línea.

Apesar da taxa de desemprego divulgada pelo IBGE estar em níveis historicamente baixos (5,4% em junho), a população ocupada se estabilizou em torno de 103 milhões de pessoas. Esse cenário reforça a percepção de que a recuperação do mercado de trabalho ocorre de forma mais lenta do que o esperado.

 

Percepção dos profissionais brasileiros

Pesquisas internas do LinkedIn revelam que mais da metade dos brasileiros considera mais difícil conseguir emprego atualmente. Ainda assim, cerca de 60% afirmam que pretendem trocar de trabalho até o fim do ano, seja por meio de vínculos formais (CLT), contratos como pessoa jurídica, trabalhos ocasionais ou até mesmo empreendendo por conta própria.

Entre os segmentos acompanhados pela plataforma, saúde aparece como área em expansão, embora com participação reduzida no total. Varejo, fintechs, serviços, telecomunicações e tecnologia seguem como os setores mais ativos em contratações.

 

Brasil como potência no LinkedIn

Com 100 milhões de usuários cadastrados, o Brasil já ocupa a terceira posição mundial na rede, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. O número se aproxima da população economicamente ativa estimada em 110 milhões de pessoas.

Segundo Beck, o foco da empresa agora está menos em ampliar cadastros e mais em intensificar o engajamento dos usuários. “O mais importante é que cada um desses 100 milhões possa usar melhor o produto”, afirmou.

 

Crescimento global e uso de IA

No cenário internacional, o LinkedIn registrou receita de US$ 19,8 bilhões no último exercício fiscal, com crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O tempo gasto consumindo conteúdo subiu 10%, enquanto publicações voltadas ao compartilhamento de conhecimento avançaram 24%.

A inteligência artificial tem papel central na operação. Globalmente, mais de 20 mil empresas utilizam soluções de recrutamento da plataforma, com crescimento de 140% nas licenças. O agente de recrutamento Hire Assistant já funciona em inglês, francês e alemão, mas ainda não há previsão para versão em português.

 

Comportamento dos usuários brasileiros

O engajamento no Brasil se diferencia de mercados maduros: candidaturas a vagas são rápidas e volumosas, com centenas de aplicações em poucas horas. Já a produção de conteúdo enfrenta barreiras culturais, com muitos usuários receosos de escrever ou publicar.

Beck observa que textos gerados por inteligência artificial tendem a ter baixo engajamento por parecerem “pasteurizados”. A plataforma, por isso, não adota rótulos para identificar conteúdos criados com apoio de IA, apostando na própria dinâmica de interação para regular sua circulação.

 

 

Veja a matéria completa aqui: Bloomberg Línea

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