Imagem: Pixabay
por Joni Mengaldo
O avanço da inteligência artificial trouxe novas ferramentas para candidatos que buscam oportunidades no mercado de trabalho. No entanto, o uso excessivo e pouco estratégico dessa tecnologia tem dado origem a um fenômeno preocupante: o doomjobbing.
O termo descreve a prática de enviar currículos em massa, muitas vezes gerados ou adaptados por IA, sem personalização e sem estratégia definida. Esse comportamento, que inicialmente parece agilizar a busca por emprego, acaba gerando frustração para candidatos e sobrecarga para recrutadores.
De acordo com levantamento da consultoria Robert Half, 66% dos gestores de contratação afirmam que a IA generativa tem ampliado o volume de currículos com informações falsas ou exageradas. Esse cenário dificulta a identificação de profissionais realmente qualificados e reduz as chances de candidatos se destacarem em processos seletivos.
Impactos no mercado de trabalho brasileiro
No Brasil, o doomjobbing já começa a ser percebido como um desafio para empresas e profissionais. Para os recrutadores, o aumento de candidaturas em massa significa mais tempo gasto na triagem de perfis, além da necessidade de desenvolver mecanismos de verificação mais sofisticados. Para os candidatos, a prática pode resultar em baixa efetividade, já que currículos genéricos tendem a ser descartados rapidamente.
Como utilizar a IA de forma estratégica
Apesar dos riscos, a inteligência artificial continua sendo uma aliada importante na busca por emprego. O segredo está em usar a tecnologia com critério:
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Personalização: adaptar o currículo para cada vaga, destacando experiências relevantes.
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Autenticidade: evitar exageros ou informações falsas que possam comprometer a credibilidade.
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Estratégia: priorizar vagas alinhadas ao perfil profissional, em vez de apostar no envio em massa.
- Verdade: sempre incluir informações verdadeiras e com foco no perfil da oportunidade.
O papel das empresas
As organizações também precisam se adaptar a esse novo cenário. Investir em processos seletivos que combinem eficiência tecnológica com avaliação humana é essencial para garantir contratações mais assertivas. Ferramentas de triagem automatizada podem ser úteis, mas não substituem a análise criteriosa de competências e valores.
Se de um lado os profissionais têm abusado da tecnologia, isso também se aplica aos RHs, com maiores demandas de trabalho e maior volume de currículos, depender dos algoritmos tem sido a regra.
Que os departamentos de RH sejam menos recursos e mais humanos.
Conclusão
Como a imagem acima, o doomjobbing tem sido um reflexo da era digital e da busca por caminhos mais curtos, atalhos, na conquista de oportunidades. No entanto, tanto candidatos quanto empresas precisam compreender que a tecnologia deve ser usada como apoio, e não como substituta da estratégia e da autenticidade.
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